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Cadeiras corporativas: o que saber antes comprar uma?

Por Francisco Chen Frias

Muito embora o trabalhador permaneça sentado a maior parte do tempo considerando o ambiente do trabalho, o objetivo da ergonomia é adaptar o trabalho ao homem. Sendo certo que a cadeira de escritório ideal deva proporcionar o conforto necessário, este de cunho subjetivo, mas que remete a sensação de bem estar e que contribua com a saúde do indivíduo, reduzindo as adversidades atreladas a DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), bem como na redução de consumo energético, com o consequente desempenho de atividades com toda a produtividade.

Vale ressaltar que no ambiente corporativo, o bem estar e a produtividade atentam-se às questões da biomecânica ocupacional, esta, avalia a interação física do trabalhador (sua postura) em relação às suas atribuições cotidianas, pois toda performance laboral está diretamente atrelada a isso. Por outro lado, também deve ser considerada a antropometria, que se refere ao estudo das dimensões do corpo humano e que geralmente são utilizadas tabelas referenciais padronizadas. 

Com esse estudo é possível dimensionar, desenvolver, projetar e especificar uma cadeira de escritório propícia para os postos de trabalho. Em termos objetivos, uma opção para a escolha da cadeira de escritório ergonômica é optar por produtos que atendam aos princípios estabelecidos por normas, por exemplo, a norma ABNT NBR 13962:2018 / MÓVEIS PARA ESCRITÓRIO – CADEIRAS – REQUISITOS E MÉTODOS DE ENSAIO, que especificam as características físicas e dimensionais que classificam as cadeiras para escritório, além de estabelecer os métodos para a determinação dimensional, estabilidade, resistência e durabilidade, baseada inicialmente para o uso de 40h semanais considerando uma pessoa com peso até 110kg. Entretanto, propõe ser utilizada aplicando um método de cálculo que possibilita avaliar o comportamento da cadeira para condições acima das 40h semanais e dos 110kg.

Um bom modelo de assento de cadeira giratória operacional deve apresentar ajuste de altura de assento/encosto, assento giratório, borda arredondada, rodízios fixados em base contendo cinco patas. A norma por definição informa que a cadeira giratória operacional no mínimo precisa apresentar dispositivo que permita no mínimo: regulagem de altura do assento, giro da concha e base com pontos de apoio providos ou não de rodízios, deve ainda ser incorporado apoia braços, destacando-se que a cadeira giratória operacional, poderá apresentar variações de disponibilidade quanto aos 2 dispositivos de regulagens, como: altura do apoio lombar, inclinação do encosto, profundidade do assento e inclinação do assento e, antes da escolha do tipo de cadeira (A, B, C ou D), deverá ser realizada uma análise da atividade na qual a cadeira será aplicada.

Conjuntamente, o posicionamento ideal do usuário durante o uso da cadeira giratória operacional é que esteja alinhado o mais próximo possível de 90º, podendo se necessário for, a incorporação do uso de apoio para os pés. Afinal, muito embora o trabalho sentado em uma cadeira giratória operacional apresenta vantagens como: a redução do consumo de energia; a retirada do peso das pernas; manter a estabilidade da postura em relação à parte superior do corpo em contrapartida, também, apresenta desvantagens, como por exemplo, a permanência por muito tempo sentado pode levar ao aumento da pressão sobre as nádegas; flacidez dos músculos abdominais; curvatura da coluna vertebral sendo muito desfavorável aos órgãos relacionados ao sistema digestivo e respiratório.

Em suma, recomenda-se que sejam realizadas pausas e alternâncias de posturas durante a jornada de trabalho, treinamentos específicos com a finalidade de orientar os usuários sobre a operação da sua cadeira giratória operacional, sobre seu posto de trabalho e sobre ergonomia. Bem como, tudo isso somada à escolha de uma cadeira giratória operacional bem projetada que atenda os ditames da norma acima mencionada para contribuir para uma condição favorável de trabalho.

 

Atente-se para avaliação do custo versus benefícios de uma cadeira corporativa, no fim das contas estamos falando de saúde!

Mini Currículo

Francisco Chen Frias

Engenheiro de Produção Mecânica pela FMU com Especialização em  Ergonomia pelo SENAC/SP e em Engenharia de Segurança do Trabalho pela UNICSUL. MBA em Gestão Estratégica de Negócios pela FMU. Atualmente cursando MBA em Gestão e Engenharia da Qualidade  na Escola Politécnica da USP.

Supervisor Técnico do Laboratório Galileo da empresa Flexform;

Secretário da Comissão de Estudos de Assentos (CE-15:003.01) do  ABNT/CB-15;

Coordenador do grupo de estudos Fórum de Laboratórios de Mobiliário;

Membro da Comissão Técnica de Tombamento de Móveis e Tv’s do INMETRO; Auditor Interno de Sistemas de Gestão da Qualidade nas normas ABNT NBR ISO/IEC  17025 e ABNT NBR ISO 9001.

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